|
|
|
|
![]() |
Cruiser Land |
|
||
|
Land Cruiser História |
||||
| Home | ||||
| - Land Cruiser - | ||||
| História | E assim nasce uma lenda ... | |||
| Modelos | ||||
| Fotos |
![]() |
|||
| Vídeos | ||||
| - Links - | ||||
| Nacionais | ||||
| Internacionais | ||||
| AK10 | ||||
| Embora soubessem de antemão que não seriam autorizados a produzir um veículo todo-o- | ||||
| - Extras - | -terreno, porque na altura se mantinha a proibição ao fabrico de equipamentos militares, os enge- | |||
| Técnica | nheiros da Toyota não resistiram à tentação de estudar um modelo de todo-o-terreno, desenvol- | |||
| Agenda 4x4 | vendo no maior segredo um protótipo que recebeu a designação AK10. Na essência, este pro- | |||
| Anúncios | jecto não foi mais que um exercício para os técnicos da Toyota, mas se o AK10 jamais passou | |||
| TT Store | da condição de protótipo,a verdade é que este trabalho se viria a revelar extremamente importan- | |||
| te bem mais cedo do que os responsáveis pela marca imaginavam: no Verão de 1950, com o de- | ||||
| flagrar da guerra na Coreia, o exército norte-americano encomenda com carácter de urgência um | ||||
![]() |
milhar de camiões à Toyota, medida que permitiu levantar algumas das restrições que vigoravam | |||
| desde o termo da guerra do Pacífico. A autorização para a produção de veículo de todo-o- | ||||
| -terreno não tardou, mas foi concedida igualmente a outros construtores japoneses, nomeada- | ||||
| mente a Mitsubishi e a Nissan. Então, a experiência do projecto AK10 tornou-se numa vantagem | ||||
| para a Toyota, que em apenas cinco meses conseguiram apresentar um novo protótipo, que ser- | ||||
| viria de base para o primeiro todo-o-terreno da marca, o BJ25. | ||||
![]() |
||||
| BJ | ||||
| A aprovação deste protótipo, em Janeiro de 1951, permitiu à Toyota tornar-se pioneira na cons- | ||||
| trução de veículos de todo-o-terreno no Japão, iniciando-se a produção do BJ25 no mês de | ||||
| Julho, exactamente um ano depois de ter sido dada a autorização para a concepção de uma via- | ||||
| tura deste tipo. | ||||
| As primeiras unidades foram entregues no dia 1 de Agosto de 1951, mas então o Toyota BJ25 já | ||||
| tinha conquistado a fama: no decurso dos testes de desenvolvimento realizados com unidades | ||||
| de pré-produção, os ensaiadores da Toyota conseguiram levar o BJ25 a trepar as seis íngremes | ||||
| rampas do famoso Monte Fuji, um feito que nunca tinha sido alcançado por nenhuma viatura e | ||||
| que a marca divulgou amplamente, recolhendo de imediato dividendos desta publicidade. | ||||
| Na verdade, a ascensão do Monte Fuji permitiu popularizar o BJ25 ainda antes de chegar ao | ||||
| mercado, demonstrando também que o novo modelo da Toyota estava perfeitamente à altura | ||||
| dos populares Jeep norte-americanos, caracterizando-se, tal como este, por um elevado sentido | ||||
| prático, extrema robustez e polivalência. | ||||
| Recorde-se que os meios de que a indústria japonesa dispunha na altura, ainda a refazer-se do | ||||
| pós-guerra, eram relativamente escassos, o que obrigou os engenheiros da Toyota a ser bastante | ||||
| comedidos na concepção do BJ25. Neste sentido, optaram por recorrer ao maior número | ||||
| possível de componentes de modelos já existentes, procurando estabelecer economias de escala | ||||
| e tornar mais fácil a produção. A escolha recaíu sobretudo no pequeno camião da série SB, cujo | ||||
| chassis de longarinas e travessas com suspensão de eixo rígido e molas semi-elípticas à frente e | ||||
| atrás foi adoptado para fazer face às exigências de uma utilização em todo-o-terreno, retendo-se | ||||
| também o motor: uma unidade a gasolina de seis cilindros em linha com 3386 c.c. que desenvol- | ||||
| via 82 cavalos de potência máxima às 2300 rpm. e atingia 21,6 kgm. de binário. Este motor dis- | ||||
| punha de duas válvulas por cilindro montadas à cabeça, uma árvore de cames fabricada numa | ||||
| liga especial, cambota de quatro manivelas com uma superfície estudada para permitir óptima | ||||
| lubrificação, alimentação por carburador com indução de ar directa e refrigeração por circulação | ||||
| de água. Quanto à transmissão, tratava-se de um sistema bastante simplificado, sem caixa de | ||||
| transferências nem redutoras, mas que já permitia utilizar o BJ25 apenas com tracção atrás em | ||||
| condições de piso aderente, conectando o diferencial dianteiro para dispor de tracção às quatro | ||||
| rodas apenas quando era necessário. | ||||
![]() |
||||
| FJ25 | ||||
| As linhas deste modelo não escondiam a inspiração dada pelo Jeep norte-americano, com uma | ||||
| carroçaria bastante simples onde os eixos surgiam colocados nas extremidades, de modo a | ||||
| assegurar excelentes ângulos de desempenho fora da estrada. A propósito, podemos acrescentar | ||||
| que a distância mínima ao solo era de 215 mm., a distância entre eixos de 2400 mm., o compri- | ||||
| mento total media 3790 mm., por uma largura de 1570 mm. e uma altura de 1900 mm. com a | ||||
| capota de lona colocada. Os guarda-lamas dianteiros, em chapa quinada, montavam pequenos | ||||
| faróis, ladeando a enorme grelha frontal, enquanto o pára-choques dianteiro era constituído, lite- | ||||
| ralmente, por uma vigorosa viga de ferro, que sobressaía da carroçaria. A traseira, por sua vez, | ||||
| integrava dois pequenos pára-choques e luzes de presença, sendo colocados nas extremidades | ||||
| laterais um par de reflectores. No interior, a instrumentação estava reduzida ao essencial e o | ||||
| conforto não era, de forma alguma, uma preocupação: os bancos dianteiros eram independentes | ||||
| e almofadados, mas eram montados numa posição fixa, não permitindo qualquer tipo de regu- | ||||
| lação, enquanto atrás havia espaço para três passageiros, instalados num banco único. A capota | ||||
| e as portas laterais eram fabricados em tela de lona reforçada. | ||||
| Desde a façanha da escalada ao Monte Fuji que o Toyota BJ25 tinha despertado o interesse das | ||||
| autoridades japonesas, que se tornaram no principal cliente deste modelo, cuja produção era | ||||
| praticamente toda absorvida para fornecimentos à polícia e entidades administrativas. Nesta al- | ||||
| tura os camiões ainda continuavam a ser a prioridade dos fabricantes japoneses, pelo que, | ||||
| apesar de todo o seu potencial, a produção do BJ25 era muito reduzida. A título de exemplo, | ||||
| podemos indicar que em 1953, quando o modelo sofreu a primeira evolução técnica e das suas | ||||
| linhas (montando guarda-lamas dianteiros mais envolventes e com os faróis incorporados), | ||||
| apenas foram fabricados 289 unidades. | ||||
| Copyright © 2004 / 2005 - CruiserLand - All Rights Reserved . | ||||
| Optimizado para 1024 x 768 Pixels | ||||
bravenet.com